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Testemunhos 

 

Pobreza e exclusão social, no meu entender, exige não só acções estatais e de organizações, mas uma alteração de toda a sociedade, o retomar de uma sociedade em que eram mais os vizinhos e as famílias, no fundo uma comunidade, que assumiam a responsabilidade, com mais ou menos tempo, com mais ou menos dinheiro, por cuidar dos seus: crianças, idosos, doentes. Ainda bem que já existe um estado social, mas ele deve ser complementar aos valores humanos e a uma educação forte para a cidadania.
É urgente dedicar tempo e verbas para os idosos, que, para nossa vergonha, são muitos dos pobres e excluídos socialmente. Mas é urgente também criar uma sociedade que não permita que esta situação se venha a perpetuar no tempo, e aí é imperativo que, sem falsos pruridos e pedagogias em moda, se imponham uma instrução e uma educação fortes em termos de conteúdos e de valores. Porque a pobreza e exclusão social, em todas as suas infelizmente numerosas facetas, se devem à maldade, à negligência e à omissão do cumprimento de uma palavra, fora de moda num mundo de "direitos", que é o DEVER. Ora uma sociedade cumprirá os seus deveres empenhadamente se for EDUCADA e INSTRUIDA, e parece-me que uma atitude menos "laissez faire" e com menos medo de ferir falsos "politica e educacionalmente correctos" pressupostos que nos vêm desumanizando tanto ética como intelectualmente faria uma grande diferença.
Uma situação melhor, sem pobreza e exclusão social tem de incluir uma fortíssima aposta na educação, tanto escolar como parental. As famílias não podem nem devem considerar que a educação dos seus filhos é responsabilidade de escola, TV, Internet e colegas. Compete-nos a nós educá-los para a solidariedade e para o sentido de ética e justiça, não apenas para saber a marca de roupa ou de telemóvel que alguns colegas possam ter. É também nossa tarefa auxiliar aqueles que nos estão mais próximos, mas prevenir é sempre o método mais eficaz. Ousemos falar de solidariedade, de pobreza, de valores, de justiça e de injustiça. Ousemos esperar uma sociedade mais instruída, próspera não só financeiramente mas em termos de realização humana, onde haja lugar digno para todos, principalmente para os mais idosos.

Maria da Graça Marques
05-09-2010

 

 

Relativamente à pobreza, penso que passa pela mentalidade de cada um, contribuir para a minimizar, não tem que ser o estado a suportar esse ónus. Relativamente à exclusão social, é um problema mais complexo e penso que o estado, contrariamente à pobreza deveria ter um papel mais activo.

Ana Lameirão
03-09-2010

 

 

Estamos a atravessar uma fase difícil na história da civilização humana, a nossa sociedade capitalista exclui a classe pobre como se de uma doença contagiosa se trata-se, esquecendo-se porém, de que foi ela a principal responsável. Então o que fazer? O problema é cultural, e infelizmente só com grande sofrimento é que se conseguem mudar comportamentos. Temos que ser menos egoístas e mais solidários, menos individualistas e mais cooperativos, termos um maior sentido de cidadania e acima de tudo bons valores morais.

Vanda Nunes
02-09-2010

 

 

Sou homem com 41 anos. Há duas semanas a minha esposa com quem estive casado durante 21 anos pediu-me o divórcio e eu que tenho 220 kg, sem trabalho, com necessidade de ajuda de outrem para tudo, vi-me atirado para a rua. Pedi ajuda na Segurança Social. A resposta foi que o governo está a cortar com tudo. Certamente que me vou tornar num sem abrigo mas antes que isso aconteça e porque o sofrimento já é demais terei de decidir a minha continuidade por cá. É triste eu pensar assim mas não tenho alternativa. Estou à espera de uma operação de bypass duodenal no hospital São Francisco Xavier mas parece que a lista de espera ou a falta de condições de verbas (caso fosse no privado...) é enorme. Estou em casa da minha mãe que também é uma pessoa doente e vivo num colchão no chão. Não tenho dinheiro para os meus medicamentos nem para as consultas. Não tomo banho desde que me divorciei porque não consigo e nesse sentido a minha mãe não me ajuda. É complicado. Quem devia ajudar não ajuda. Não existe proteccionismo social. Gostava imenso de voltar à vida activa e ser útil à sociedade.

Anónimo
29-08-2010

 

 

Algumas mensagens deixadas por quem visitou o stand do AECPES no Optimus Alive!

Optimus Alive

Cartões com mensagensNão ficar indiferente!
Ter noção que há pessoas que precisam de nós.
Acreditar que se pode mudar.

 

Ser feliz ajudando alguém a ser feliz também!

 

Lutar activamente pela igualdade!

 

Não ficar indiferente ao outro e lutar sempre a favor da inclusão social.

 


Ter a consciência de que todos somos iguais e que por isso
todos temos direito a uma vida digna e não só alguns...Cartão


Não podemos ser indiferentes à pobreza,
temos todos que ajudar.


Investir na educação e combater o preconceito.

 

Sairmos da nossa zona de conforto abrindo a mente,
expandindo horizontes, ajudando o nosso semelhante.

 

Promover a entre ajuda e a compreensão intercultueral.


Agirmos de uma vez por todas!

 

 

Em relação à pobreza, o que realmente se pode dizer, é que com tantos aumentos nos preços, como a alimentação que é uma necessidade extrema de qualquer cidadão, cada vez mais a sociedade não tem como puder comprar.
Cada vez mais postos de trabalhos fecham como também as despesas aumentam, tudo isto faz com que exista esta pobreza a nível mundial e para combater seria melhor que realmente o Governo pensasse que a eles pode um dia faltar e aí¬ poderão ver o que realmente custa aos outros, porque quando o sol nasce é para todos e temos que nos pôr no lugar de quem está mal e tomar medidas que não demorem semanas ou meses, mas que sejam na hora, porque cada vez mais se verifica uma taxa elevada de pobreza.
Aumentar postos de trabalho, diminuir o IVA, diminuir os preços dos bens essenciais para sobrevivência, seriam medidas que poderiam ser tomadas. Tal como também "abraçar" os estrangeiros que apesar de não serem do nosso país são também seres humanos e gostam de ser respeitados, para tal o Governo também deve em tomar mais medidas de apoio para estrangeiros uma vez que nós deveremos "acolhe-los" como gostaríamos que nos acolhessem a nós.

Mónica
25-08-2010

 

 

Só podemos lutar contra a pobreza e exclusão social, quando acabarem as desigualdades das mentes do poder político.

Carla
24-08-2010

 

 

Conhecer os casos de exclusão social dos seropositivos, é conhecer a forma como eles vivem e dificuldade como o fazem. Temos entre nós inúmeros casos de gente que necessita de acompanhamento. Creio ser necessário criar mecanismos de apoio anti estigma para o mundo do trabalho, como mecanismos de suporte para as pessoas que estão a atravessar processos extremamente violentos em ambulatório (tratamentos da hepatite C no caso dos co-infectados) e das vítimas de neuropatias graves, que se vêem incapacitadas de fazer esforço físico, pois vivem com dor crónica persistente. Sobretudo no caso dos doentes da C em tratamento, como nos doentes da tuberculose, deveria ser criado algum suporte extra, pois tratam-se de doentes que não conseguem vivem com o rendimento mínimo e às vezes não têm suporte familiar. Estas "facturas" que hoje não queremos pagar, um dia pagá-la-emos de outra forma. As pessoas não esquecem as dificuldades, da mesma forma como não esquecem o abandono. Temos que ajudar.

Luís Sá - Rede Positivo PT
23-08-2010

 

 

A pobreza e a exclusão social nem sempre é um flagrante do destino, muitas pessoas que se consideram excluídas, são-no porque de facto essa condição lhes é mais fácil, assim não lhes é pedido ou exigido que permaneçam 8 horas por dia num trabalho e o que muitas vezes acontece é que se auto-marginalizam só por ser mais fácil, mais cómodo... alguém nos há-de acudir... e assim a vida passa sem se preocuparem com a sua dignidade de condições de vida. Sem rumo e sem ambição, a vida é um lamuriar as más condições, sem se preocuparem muitas vezes em fazer ver a si próprios que as coisas podem mudar... se mudarmos de atitude perante nós próprios a nossa vida vai reflectir essa mudança.
Esta problemática mundial, não negligenciando factos e condições reais de degradação humana, é uma questão de base de "mentalidades"... já é tempo de se perceber que muitas vezes é mais fácil recorrer ao queixume do que procurar uma saída ou uma alternativa que dignifique o ser humano.

Anónimo
23-08-2010

 

 

Olhando e analisando a condição social em que vivo, estou muito longe de ter qualquer tipo de riqueza material, a não ser a riqueza de poder trabalhar, sou detentora de condições de saúde que mo permitem e de conseguir fazer chegar os meus rendimentos às minhas necessidades. Ficam muitas coisas por comprar, por viver, claro que ficam,... mas que mais se pode desejar da vida senão a saúde que nos pode proporcionar a vontade necessária de nos dignificar enquanto seres humanos???

Anónimo
23-08-2010

 

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